Histórias de Milionários da Loteca

Caros amigos leitores, o nosso propósito com este espaço é alertar que nem sempre juntamente com o prêmio virá a felicidade, isto depende de vários fatores, mas entendemos que o principal deles sem dúvida alguma é o psicológico, pois este desencadeia todos os outros que virão a seguir. Se possível mentalize ou faça um planejamento sobre o que faria com o dinheiro (independentemente da loteria apostada), lembrando que existem investimentos seguros, aos quais, não são atrativos devido aos rendimentos e sim pelo risco de perdas ser praticamente zero. O investimento do prêmio na conta poupança é uma ótima opção atualmente. A alternativa de se tornar um empreendedor (empresário) também aparece como uma boa opção, mas esta requer um pouco mais de cautela para de fato concretizar o investimento, onde o ganhador do prêmio deve antes de iniciar procurar alguma unidade do SEBRAE e realizar uma consulta com os técnicos profissionais que lá se encontram (compareça na unidade de atendimento da sua região e discuta os seus planos no negócio que pretende montar, saibam que os serviços e toda a assessoria é gratuita, sendo assim, não remunere nenhum intermediário).
Abaixo mostraremos as trajetórias de alguns ganhadores da Loteria Esportiva (Loteca) e o destino dado à verdadeiras fortunas:

Introdução
A ORIGEM DA LOTERIA ESPORTIVA (ATUAL LOTECA)
Inspirada na paixão brasileira pelo futebol, a Loteria Esportiva (LOTECA) foi a primeira loteria de prognósticos esportivos. A Loteria Esportiva foi criada em 27 de maio de 1969 através do decreto-lei nº 594, sendo somente realizado o seu primeiro teste em 19 de abril de 1970, antecedendo a Copa do Mundo no México. Por ocasião do lançamento, as apostas eram feitas em 49 casas lotéricas de Niterói (RJ) e Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara). O jogo mínimo custava dois cruzeiros novos, com um duplo, o jogo com um triplo custava três cruzados novos. O prêmio foi fixado em 200 mil cruzeiro novos, com cem bilhetes concorrendo. Para ter direito ao Prêmio, o apostador precisava acertar os 13 jogos selecionados pela agência "Sport Press", contratada pela CEF. Ninguém conseguiu. Mas oito apostadores bateram na trave, e foram premiados com doze pontos.
Naquela época não existia a avançada tecnologia de hoje. Era preciso preencher um cartão que era entregue na casa lotérica, que usava uma máquina manual da IBM, chamada “Port a Punch”, para furar dois cartões, sendo que um ficava como comprovante com o apostador. No domingo, depois de finalizados todos os jogos, um computador da CEF levava 17 minutos para processar as apostas, lendo cartão por cartão até encontrar os premiados. Nove pontos era o mínimo para o prêmio ser rateado. Depois, seguia com o mesmo processo até achar cartões com 10, 11, 12 e 13 acertos.
Mesmo assim a Loteria Esportiva em pouco tempo transformou-se em uma verdadeira coqueluche nacional, "caindo nas graças do povo". Os valores pagos a cada semana eram milionários. Nas casas de apostas as filas eram cada vez maiores, afinal, quem não gostaria de ficar rico da noite para o dia? Das 49 lotéricas credenciadas do antigo Estado da Guanabara/RJ, se espalharam outras milhares nos anos seguintes para outros estados. A implantação em todos os Estados foi concluída no teste 109, no mês de outubro/72, portanto, dois anos e meio após a criação da loteria, todos os Estados brasileiros tinham suas casas de apostas credenciadas, desta forma podiam apostar na Loteria Esportiva.

A Loteca atualmente é mantida por um grupo seleto de assíduos apostadores que costumam fazer suas apostas em todos os concursos, independentemente se ele está acumulado ou não. Estimamos que existe atualmente cerca de 300 mil apostadores assíduos da Loteca (grifo do nosso blog). Existem pelo menos, quatro vertentes de apostadores da Loteca: (1) os que jogam única e exclusivamente pela necessidade de obtenção de prêmio (mudança de vida em razão do prêmio); (2) os que jogam por divertimento, ficando em segundo plano a conquista dos prêmios; (3) os que apostam pela tradição da Loteria Esportiva (sempre jogou na Loteria Esportiva e/ou não se adaptou a outras loterias da CEF e adotou a Loteca como um verdadeiro "xodó"); (4) apostadores que já se cansaram de perder nas loterias de prognósticos baseados em números e passaram a depositar todas as suas fichas na loteria de cunho lógico, teoricamente e matematicamente mais fácil que as outras loterias concorrentes (você apostador da Loteca que lê neste momento este texto, deve pertencer a uma das quatro vertentes acima).

A explicação para a Loteca não alcançar os números da sua época gloriosa, se deve a dois principais fatores:

1º) Novas opções de loterias organizadas pela CEF com premiações milionárias e/ou maiores que as da Loteca (muitos apostadores da Loteca migraram para outras loterias da CEF, diminuindo assim a sua arrecadação);

2º) Sistema ineficiente de divulgação e elaboração de projeto que motive o aumento das apostas (as sucessivas gestões de administradores da Loteca "despopularizaram" a loteria, com medidas pouco estudadas ou analisadas e ineficazes que impossibilitaram ou não estimularam o aumento do número de apostas).

No entanto, ao contrário do que consta no site Wikipedia, atualmente a Loteca dá sinais de novos rumos, com premiações de valores significativos e expressivos em alguns concursos, devendo-se destacar o concurso 539 realizado no dia 03/12/12 que alcançou as cifras dos 3.500.000,00 milhões de reais, ao qual, quatro ganhadores dividiram o prêmio e receberam um pouco mais de 858 mil reais. Isto simplesmente comprova que se a Loteca tivesse maiores investimentos na sua organização e divulgação de seus concursos, teríamos uma loteria com grandes arrecadações e premiações (porém, a CAIXA dar a entender que tem planos contrários a isso, infelizmente). Mesmo assim a Loteca avança, e um dos fatores que mais contribuem para o ressurgimento da respectiva loteria, é a divulgação que ela vem tendo em razão da criação diária de novos sites e blogs relacionados ao assunto, isto sem dúvida alguma populariza e democratiza a Loteca, levando-a ao conhecimento dos mais diversos públicos. Em resumo, os administradores de sites e blogs, em conjunto com seus frequentadores e visitantes corrigem um dos principais defeitos da atual gestão da CAIXA na organização da Loteca: DIVULGAÇÃO DA RESPECTIVA LOTERIA = LOTECA!


HISTÓRIAS DE MILIONÁRIOS DA LOTECA
(atualizado em 20/07/2013 às 2h45)


ANTÔNIO DONIZETI
 A história do agricultor Antônio Donizeti não é muito diferente da maioria dos ganhadores que ficaram milionários da noite para o dia através de loterias. Em julho de 1977, ele acertou na Loteria Esportiva, faturando 16,1 milhões de cruzeiros (R$ 6,3 milhões). “O dinheiro foi embora em três anos. Gastei quase tudo com rapariga”, lembra Donizeti, que na época tinha 19 anos. “Recebi carta de mulheres do Brasil inteiro, querendo se casar comigo. Até hoje tem gente que me deve”, afirma Donizeti, que nunca saiu da pequena Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais. Hoje, ele tem um pequeno sítio na região, onde cultiva feijão e milho.

“Tiro uns R$ 1.500 por mês. Dá para viver”, conta.

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JOSÉ SANTANA DA SILVEIRA - MILIONÁRIO DE 1974

Ainda em 1974, o mineiro José Santana da Silveira, maquinista da siderúrgica Belgo-Mineira apostou 2 cruzeiros na Loteria Esportiva e embolsou o equivalente a 2,5 milhões de dólares, uma montanha de dinheiro. Nos primeiros dias ele tratou de ajudar a família, comprando uma bonita casa, um terreno e uma fazenda para criação de gado. Mas o dinheiro que sobrou, foi mal aplicado. Emprestou para pessoas que além de não o pagarem, fugiram da cidade.

Isso contribuiu para que adoecesse, vindo a falecer ao início de 1999. A viúva, dona Teresinha herdou R$ 15 mil numa caderneta de poupança, uma casa que está à venda por R$ 180 mil e uma mala cheia de promissórias e cheques sem fundo.
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O BOIADEIRO MIRON - MILIONÁRIO DE 1975 - (CERCA DE 16 MILHÕES)

De balconista a fazendeiro


Miron com seus netos, fotografada em 2008 pela equipe do Globo Repórter.
O jeito matuto é o mesmo de 30 anos atrás. Mas o sorriso... Era o jogo 254 da Loteria Esportiva. Resultado difícil, poucas chances. O fazendeiro Miron Vieira de Souza foi o sortudo que virou notícia em 1975. Ganhou sozinho o maior prêmio da Loteca de todos os tempos. E era o dia do aniversário dele. Que presente!


Sua primeira providência após ganhar na loteria foi comprar uma dentadura. Adquiriu terras e bois. Inclusive àquelas, segundo Miron, foram os seus melhores investimentos. "A compra de terras foi o que segurou o meu dinheiro", lembra. Ele guarda na parede as lembranças do dia da virada, como a foto da casa lotérica onde fez a aposta. Fotos dos momentos de celebridade vividos em Iporá, interior de Goiás. Ele conta que tirou uma foto do cartão premiado para guardar de recordação e mostrar aos netos(imagem abaixo). 


No começo da vida milionária passou por momentos complicados quando ainda desacostumado com tanto dinheiro, pagava banquetes e noitadas para os amigos. Ainda teve tempo de se recuperar. De lá para cá (atualmente em 2012) além do prêmio milionário em 1975, Miron ainda joga na Loteca, e já contabilizou quatro prêmio de 14 pontos, só que todos com valores nada comparados com o prêmio que mudou sua vida. O último desses prêmios foi no ano de 1998 durante os jogos da Copa do Mundo na França, recebeu cerca de 6 mil reais de prêmio, que foram aplicados na compra de dez bezerros.

Pode-se dizer que Miron é o ganhador da Loteca mais famoso no Brasil. Veja na sequência a cópia do bilhete milionário e como ele vive nos dias atuais:
Cópia real do bilhete apostado por Miron. Era o dia dele!


Seu Miron ganhou 22 milhões de cruzeiros, o que hoje equivale a mais ou menos R$ 16 milhões. Para quem tirava o sustento trabalhando numa pequena mercearia no interior de Goiás, o prêmio trouxe a chance de realizar um velho sonho: ser fazendeiro. E ele aplicou o dinheiro em terras.

O balconista que ganhava um salário mínimo e só sabia assinar o nome conseguiu formar um pequeno império: terras até onde a vista alcança, quilômetros de cerca e boiada no curral.

Cassiano Vieira Vilela, um dos netos, já nasceu no tempo das vacas gordas. "Ele é um exemplo para mim e eu vou dar continuidade à fazenda e levar seu nome adiante", afirma.

O avô não se agüenta de orgulho. "Ele é como um comandante da família. Está sempre observando as pessoas. Se alguém tem um problema, ele ajuda. É o centro da família", diz Cassiano, que, por isso, chama o avô de "chefinho".

Seu Miron não é mais um milionário. Vive bem e conquistou o que para ele é a maior riqueza de um homem: "A família unida e os netos encaminhados", diz, orgulhoso.

Já são três gerações beneficiadas pelo dinheiro do prêmio. A paixão pela pecuária passa de avô para neto. Cassiano e Conrado são os netos mais velhos. Desde pequeno, o presente de aniversário era sempre um bezerro. De bezerro em bezerro, eles já têm uma boiada.

"Hoje já temos nossa fazenda, com umas 70 reses de gado leiteiro e outras 40 de rodeio", conta Conrado.

Os dois rapazes já são independentes financeiramente. Aprenderam com o avô a valorizar as conquistas. "Ele queria algo de bom para nós. Se eu ficasse parado, não seria certo. Então, fomos juntos”, diz Cassiano.

O jeito para os negócios veio do pai e do avô. É chefinho... Que vitória! Saber que tirar a sorte grande foi mais que ganhar na Loteria, foi dar à família a chance de construir um futuro tranqüilo.

Atualmente como fazendeiro e com 70 anos, Miron vive feliz com a sua família na cidade de Iporá, a 220 km de Goiânia, tendo dividido os bens com os filhos e netos. O dinheiro para ele ajudou a estruturar a família (sem muito luxo, mas com bom futuro para as próximas gerações) e fortalecê-la cada vez mais. "O mais importante é que a família sempre foi e continua unida", lembra orgulhoso o ganhador da Loteria Esportiva de 1975.

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NIVALDO EDUARDO DOS SANTOS - 1972 - DE MILIONÁRIO A MORADOR DE RUA (GANHOU CERCA DE 6 MILHÕES DE REAIS)

Nenhum caso aqui narrado se compara ao de Nivaldo Eduardo dos Santos, um dos primeiros milionários da Loteria Esportiva. Ele tinha 27 anos de idade quando foi agraciado pela sorte. No teste 96, de 16 de julho de 1972, ele ganhou 2.967 milhões de cruzeiros, o equivalente a 6 milhões de reais, dinheiro suficiente para comprar na época mais de 300 carros populares, ou cerca de 60 apartamentos de três quartos em um bairro de classe média de Salvador, ou ainda 950 mil sanduíches Big Mac da rede Mac'Donalds.

E o que ele fez? Torrou toda a grana em intermináveis noitadas com mulheres e uísque importado. Com a carteira recheada, chegou a conquistar algumas das mais bonitas mulatas do Sargentelli. Durante os seis anos de vida boa, fez da ponte aérea Salvador-Rio de Janeiro um percurso tão banal como ir do Farol da Barra até a praia de Stela Maris. Se tinha jogo do Bahia no Maracanã, pagava a viagem de 20 amigos, de avião, para a capital carioca.

Não bastasse isso, ainda fez péssimos negócios com investimentos infelizes em letras mortas e sociedades em negócios falidos, como o primeiro check-up eletrônico para veículos em Salvador, a Oficina Auto Elétrica 2001, nos Dendezeiros, que lhe rendeu processos trabalhistas dos quase 20 empregados e uma dívida com a Justiça, que o levou a prisão. Isso, sem falar nos cinco carros Dodge Dart que comprou e nas casas que deu de presente para mulheres do Pelourinho.

Mas, dinheiro não dura para sempre, um dia termina. Nivaldo viu seu sonho se transformar em pesadelo. O dinheiro, como chegou foi embora. Quem não pensava mais em pobreza, hoje vive de braços dados com ela. Nivaldo precisa dormir num albergue na Barroquinha e batalhar por uma aposentadoria por invalidez. Sobrevive das migalhas de quem deixa um carro estacionado aos seus cuidados. Os dentes de ouro que antes exibia em largos sorrisos, foram todos extraídos. Os primeiros vendidos para pagar dívidas, os outros para comprar comida. Hoje, Nivaldo exibe uma boca mole e desdentada.

E como desgraça nunca vem só, ainda sofre de hanseníase. Os dedos encolheram e parecem estar pela metade. A pele está descascada em úlceras brancas e secas. Mas a doença nem é o mal maior, sim as lembranças de um passado recente de riqueza, que ele jogou fora. Tristes recordações de quem um dia foi vizinho de craques do Flamengo, nos apartamentos de Ipanema.




Nivaldo Eduardo dos Santos, pode-se dizer que foi o pior exemplo dos conhecidos ganhadores da Loteca em relação a administração do dinheiro do prêmio, dado o curto intervalo de tempo entre o prêmio milionário e a derrocada para a vida com moradia embaixo de pontes, viadutos e albergues. Em seis anos passou de milionário a pedinte e guardador de carros nas ruas de Salvador.


Com hanseníase em sua perna esquerda, Nivaldo dorme em albergues de Salvador/BA e passa o mês com trocados ganhos através dos motoristas que deixam os carros aos seus cuidados e com um salário mínimo de aposentadoria que recebe por invalidez.

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JOVINO VIRIATO DO CARMO - 1970 (CERCA DE 5.4 MILHÕES DE R$)

 O maquinista Jovino Viriato do Carmo ganhou em agosto de 1970, 2,9 milhões de cruzeiros, ou R$ 5,4 milhões de hoje. Seu primeiro ato como novo milionário foi comprar uma fazenda em Vassouras, no Médio Paraíba fluminense. Sem experiência na atividade rural, acabou contraindo muitas dívidas. Alguns anos depois foi obrigado a vender a fazenda, para honrar compromissos e cuidar do filho, viciado em drogas. Morreu pobre, em 2000.

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EDUARDO VARELA "DUDU DA LOTECA" - (CERCA DE 18.2 MILHÕES DE R$)

Um dos casos mais conhecidos foi o de Eduardo Varela, o “Dudu da Loteca”, que ficou milionário de uma hora para outra. Em maio de 1972, no teste 85, ele acertou uma “zebra” inesperada no jogo entre Corinthians e Juventus, no Pacaembu. O Corinthians tinha 95% das apostas, enquanto o “Moleque Travesso” vinha de cinco derrotas consecutivas. O meia Brecha, ao marcar o gol da vitória grená por 1 X 0, encheu os bolsos de “Dudu”, que ganhou nada mais, nada menos, do que 11,6 milhões, aproximadamente R$ 18,2 milhões.

Com 23 anos de idade e um “caminhão” de dinheiro ele comprou casas e apartamentos, um deles na Avenida Vieira Souto, em Ipanema - RJ/RJ, um dos endereços mais caros do País. Sem experiência em negócios, acabou investindo altas cifras em dois hotéis em Campos de Jordão (SP), que acabaram falindo. Isso não o deixou pobre. O pior viria depois, quando se separou da mulher. Ele havia feito outra “burrada”, ao colocar quase todos os imóveis, inclusive o da Vieira Souto, no nome do sogro. Com a separação, perdeu tudo. Sobraram apenas duas salas no centro do Rio de Janeiro e um imóvel em Itaipava, região serrana do Rio. Na época, o ex-milionário trabalhava como funcionário de uma corretora de valores.

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MÁRIO ALBERTO RONCONI - (CERCA DE 20.4 MILHÕES DE R$)

Já o comerciante Mário Alberto Ronconi, de Santa Tereza, no Espírito Santo, ganhou em novembro de 1972, 14 milhões de cruzeiros, o equivalente a R$ 20,4 milhões de hoje. É verdade que ele não ficou com toda essa grana. Teve que dividir com mais 18 amigos, com quem havia feito um bolão. A sua parte, ele aplicou num fundo de investimento, mas se deu mal. Seis meses depois a inflação já havia acabado com metade do prêmio.

Com o dinheiro que restou, entrou como sócio numa rede de supermercados. Outra decepção, mais perdas num prazo de seis meses. Sem mais alternativas teve que sair da sociedade. Com as sobras do prêmio comprou um posto de gasolina, que mantém até hoje e lhe garante uma estabilidade financeira.

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FRANCISCO PORTELA - (CERCA DE 15.9 MILHÕES DE R$)

Final triste teve o apostador baiano Francisco Portela, que em abril de 1974 ganhou 14,7 milhões de cruzeiros, mais ou menos R$ 15,9 milhões em valores atuais. Ele aplicou o dinheiro na construção imobiliária em Salvador e em seguida foi a falência. Hoje, mora nos Estados Unidos, onde trabalha como funcionário de um escritório de contabilidade.

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O dia em que pensei ter ficado milionário - relatório pessoal de Beto Day
Hoje em histórias de nosso cotidiano, apresento um momento de pura nostalgia vivenciada por mim, e mais alguns amigos em 1977. Conversando dia 31/12/2009 na virada 2009/10 com meu amigo Carlos de Oliveira, resgatamos um feito de 32 anos atrás.
13 Pontos:
Frente e Verso
A famosa Loteria Esportiva já me fez por uns instantes acreditar que poderia ter ficado milionário. Mas tudo não passou de um sonho.
Com já era de costume, nós do nosso setor de trabalho na área de Recursos Humanos, antes empresa Garcia e depois na Artex, também fazíamos nossa aposta na loteria esportiva, na intenção de acertar os 13 pontos.
Nossa expectativa se tornava sempre atenta à TV a cada final de semana, e um dia se tornou realidade.
No teste 353 – data 03/04/09/1977 meu nome apareceu como titular deste tão cobiçado prêmio.
No dia 03/04 de setembro de 1977, esse instante mágico chegou. Fizemos os 13 pontos, eu fiquei feliz e vibrei muito por certo momento. Como não tínhamos telefone, na época, fomos até a casa do nosso amigo Danilo de Oliveira (aquele que mais apostava da nossa turma e foi ganhador em outras oportunidades) distante uns 2 Km de nossa residência, tão logo constatamos ser um dos ganhadores, isso no domingo à noite.
Chegando à residência do amigo Danilo, ele já nos desestimulou, dando gargalhadas e já foi avisando: “vão ser mais de 10 mil acertadores, pois não pintou nenhuma zebra. A famosa zebrinha na telinha da Globo realmente não apareceu.
Olha eu aí...
Os resultados indicados em cada coluna, são os verdadeiros da época
Foram realmente milhares de acertadores, não lembro quantos. A quantia que ganhamos foi de Cr$ 7.011,76 divididos entre os sete participantes da aposta. Coube a cada um de nós, a quantia de R$ 1.001,68 (equivalente em reais hoje de uns R$ 300,00) menos da metade de um salário mínimo.

Mas o que importa foi o sonho, e a sorte pelo menos naquele dia chegou, e guardo com carinho este volante da aposta teste nº 353, um belo número.
Fonte: Blog do Beto Day
*Todos os direitos a ele reservados.

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A PRISÃO DO EX-MILIONÁRIO DA LOTECA

Revista FATOS e FOTOS GENTE de 23 de Junho de 1980


Francisco Fernando Couto Portela – o Chico Portela – já foi um dos milionários agraciados pela Loteria Esportiva. Em 1974, ele ganhou depois de acertar os tão cobiçados 13 pontos, Cr$ 13 milhões e, na tentativa de multiplicar o dinheiro, acabou perdendo tudo. Na foto ao lado escondendo o rosto numa cela da 7ª Delegacia no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

A sorte não trouxe a felicidade para Francisco Fernando Couto Portela, mais conhecido como Chico Portela. De simples jovem da classe média baiana, ele passou a milionário quando, em 1974, ganhou 13 milhões de cruzeiros da Loteria Esportiva. A tentativa de multiplicar a fortuna só lhe trouxe problemas familiares. “Depois de vários insucessos nos ramos comercial e industrial, Chico Portela teria passado a participar de constantes farras ganhando a fama de provocador de brigas”.

O ganhador da Loteria é hoje um homem de poucas posses, pois não soube aplicar o dinheiro que ganhou. Inicialmente, criou uma empresa imobiliária, depois abriu uma casa comercial e vieram, a seguir, várias outras tentativas, pelo menos, salvar o que tinha ganho com a sorte. Mas não foi feliz e perdeu tudo.

INSATISFEITO

 Segundo amigos, passou a frequentar bares “onde sempre arranjava confusão e se embebedava”. E foi numa dessas bebedeiras que Chico Portela acabou sendo preso. O proprietário do Bar Senhor do Bonfim, no bairro da Pituba, em Salvador, vinha sofrendo várias agressões por parte do ex-milionário e resolveu registrar queixa na 7º Delegacia, solicitando providências. Na semana passada, Chico Portela e seu irmão José João Couto Portela voltaram ao bar e novamente agrediram o dono e perturbaram as pessoas presentes. Novamente a polícia foi solicitada e, lá chegando, encontrou Chico Portela, o irmão e um amigo em estado de embriaguez e foi agredida moralmente pela trinca. Então, foi determinada pelo delegado a prisão dos envolvidos.

Na delegacia, ficou constatado, por intermédio de testemunhas, a agressão de Chico Portela ao proprietário do Bar Senhor do Bonfim. Chico só foi liberado horas depois, mediante fiança de 20 mil cruzeiros. Na saída já não tinha mais aquele sorriso largo do dia em que ficou milionário. Para Chico Portela, o sonho acabou.
Na foto do lado direito a alegria ao dar entrevista sobre a sua sorte em ganhar na loteria.
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6 comentários:

Adriano Souza disse...

A felicidade está dentro de cada um não tem nada a ver com posses mas tem gente não enxerga isso infelizmente

APOSTE NA ZEBRA disse...

Valeu Marcelo!

Essa sua abordagem sobre ganhadores da Loteca é bem interessante, e nos leva a refletir sobre o que fazer com um prêmio milionário da Mega Sena por exemplo, já que com o dim dim da Loteca não dá para sonhar tão alto.

À princípio sonhos mirabolantes passam pelas nossas cabeças, mas os exemplos citados nos mostram que não é bem por aí...hehe!

A única coisa boa que o Nivaldo Eduardo aquí de Salvador fez, foi traçar as mulatas do Sargentelli...que beleeeza!...hehe!

daniel oliveira disse...

essa de 77 tive dois tios que ganharam , um ficou na morcega pq viu que não tinha zebras e sabia que muitos ganharia , ja o outro cabaço fez festa no domingo pegou uma grana preta de um ajiota, (hoje uns 30 mil reais) na epoca e foi para o rio de janeiro ja na segunda de manha para conhecer o mar com a familia , ate que soube que tinha ganhado uma mixaria , pela quantia de ganhadores e no final teve que empenhorar a sua casa para o ajiota!

Blogger disse...

Essas histórias de mau uso do dinheiro são apenas o lado negativo dos prêmios de loterias no Brasil. Aqui, aproximadamente um terço dos ganhadores tem um destino semelhante aos dos citados no texto, enquanto dois terços (+ ou - 65%) dão uma destinação diferente para o dinheiro ganho. A gente geralmente só houve falar dos que torraram a grana por que os que tem a cabeça no lugar nem deixam as pessoas saberem que ganhou na loteria...
Mas evidentemente há um número enorme de pessoas que ganharam prêmios milionário e hoje estão ainda mais ricos.

Mariza Lopes disse...

Sou Mariza Lopes eu uso para ser uma mulher muito decepcionado quando seu vir a reprodução de loteria, e uma coisa que eu não posso fazer sem esperança de bater-lo grande, algum dia, porque eu tenho que gastar tanto em este jogo, então eu esperaria nada menos Tenho estado a jogar loteria desde que eu tinha 22 anos e agora eu sou 45 significado Tenho estado a jogar loteria há 23 anos, a maior quantia que já ganhou na minha vida foi de 500 dólares. Mas um dia a minha história se transforma em história depois do meu vizinho Elizabeth introduzir-me a este homem que tem o poder sobrenatural para dar vencedora número lotto na Internet que ele é a melhor solução quando se trata de ganhar loteria, que ele é um voodoo muito forte doc que dá para fora os números que nunca pode falhar, então eu decidi dar uma chance Após todos os meus anos de trabalhando e lutando para ganhar na loteria, então finalmente eu contato com ele e eis que eu ganhei ($ 15.000,000) com a ajuda desta magia Dr chamado Dr Ehinomen, este foi o seu e-mail i contactado na internet drehinomenoracle@gmail.com e seu telefone 2349052814302. Ele é tão grande para fazer você ganhar lotto quando joga, estou tão feliz porque ele tem me ajudar a ganhar Reino Unido mega lotto, esta é a única maneira de ganhar a lotaria ea melhor maneira de ter sucesso depois de um longo prazo, eu quero tudo aqueles que têm o jogo de loteria e não ganhar em contato com ele para número vencedor sorte e tenho certeza que ele vai ajudá-lo também Graças a você Dr Ehinomen por me fazer ganhar UK LOTTO MEGA Serei eternamente grato e compartilhar o seu bom trabalho para todo o mundo Obrigado por me ajudar.

Anderson L P disse...

poxa eu tive a experiência lamentável de presenciar um fato como esse, de um vizinho que vivendo em uma casa caindo aos,pedaços ganhou na,loteria , logo se mudou e colocou os dois filhos em colégio particular colocou no judo no balé, todo fim de semana convidava quase o bairro todo pra festas e nos aniversários eram festanças isso foi no final dos anos 70 na metade dos anos 80 ele e os filhos e a mulher,voltaram pra casa toda no tijolo a mostra pequena bem modesta...enfim nunca mais conseguiu se erguer.. e a esposa acabou ficando alcolatra e veio a falecer depois de 12 doze anos que voltou pra casa. É uma pena pois nem todos conseguem se manter no controle com tanto dinheiro fácil, eu espero que se ganhar não faça o mesmo e tenha sabedoria e pessoas do bem ao meu lado. Abraço a todos do site.